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Sandvik Coromant lança novo voucher de desconto para clientes de fabricantes de máquinas

nota

Antes de comprar e instalar uma nova máquina, você pode economizar muito tempo e dinheiro com o programa “Right from the Start” da Sandvik Coromant que agora apresenta novidades. Em uma fábrica, a renovação de qualquer maquinário requer um aumento expressivo de investimentos. E obter um rápido retorno torna-se crucial para o desejado aumento de produtividade e consequente crescimento dos negócios que em geral se almeja ao adquirir uma nova máquina-ferramenta.

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Nossa Parcela de Responsabilidade

Olhando acima das nuvens

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Por Marcos Soto*

Ultimamente, temos vivido tempos difíceis e o céu parece estar todo nublado e tomado de nuvens escuras, mas isso não é totalmente verdade!

Apesar de empresas como a Petrobras, antes motivo de orgulho nacional, estarem em pleno descrédito, sobretudo em virtude das investigações por corrupção bastante divulgadas na mídia, ainda podemos e devemos nos orgulhar de outra gigante brasileira, a Embraer!

Posicionada entre as três maiores empresas fabricantes de aviões no mundo, a Embraer tem se destacado pelos novos desenvolvimentos e, mais recentemente, por projetos inovadores como o cargueiro KC 390 e a nova geração de aviões de passageiros chamada geração E2.

É gratificante quando temos a oportunidade de viajar e embarcar num equipamento de altíssima tecnologia fabricado no Brasil; dá vontade de dizer “olhem, este é feito no Brasil, e por brasileiros!”. Quem sabe essa minha vontade não seja motivada também pela necessidade de mostrarmos algo de positivo para o mundo, nesses tempos de tão raras boas notícias e tão poucos motivos para nos orgulharmos de nosso próprio país!

Do ponto de vista do desenvolvimento de tecnologias que envolvem o segmento aeronáutico, nossa visão tem sempre que ser de médio e longo prazos, já que as tendências são desafiadoras — tanto para os materiais como para os processos de usinagem das peças.

Em curto e médio prazos, a tendência é a migração de operações de usinagem com máquinas ”convencionais” para o uso de robôs e máquinas CNC. Outro caminho sem volta é o aumento de materiais compósitos em todos os componentes do avião. Isso torna a usinagem uma tarefa mais difícil, tendo em vista não só a variedade destes materiais, mas também a complexidade dos mesmos, as tolerâncias, os pré-requisitos de acabamento, etc.

Novos conhecimentos em termos de substrato, geometrias e coberturas das ferramentas para usinagem destes materiais têm sido fundamentais para atender as demandas. Outro desafio é capacitar os profissionais da área de usinagem para lidar com resultados diferentes dos que conhecemos no dia a dia usinando materiais mais convencionais.

De qualquer forma, independentemente do momento econômico que estamos vivendo, e de outras empresas brasileiras não estarem em seu melhor momento, a Embraer é um exemplo de empresa que se reinventou e segue evoluindo e crescendo.

Há, sim, algo acima das nuvens e que nos enche de orgulho: as aeronaves da Embraer!

*Marcos Soto О Round Tools
Manager – América Latina da Sandvik Coromant do Brasil

Educação e Tecnologia

Pós-graduação inovadora

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A demanda por profissionais capacitados a enfrentar os desafios do mercado global e da nova era industrial aponta para a academia
Por Inês Pereira

As transformações do mercado global, a necessidade constante de inovar — ao mesmo tempo, cortar custos —, a busca por um modelo de negócios sustentável na acepção mais ampla da palavra, a urgência da capacitação de mão de obra que acompanhe a evolução tecnológica. A lista de variáveis é grande. Lidar com todas elas exige mudanças no perfil de quem está à frente da corporação. Este verdadeiro ‘super gestor’, com olhar sensível sobre os movimentos e as tendências do mundo, e que domina as ferramentas de condução dos projetos de inovação, é uma joia rara e cada vez mais garimpada. Questão de sobrevivência para as empresas. Para a academia, um desafio, afinal, das salas de aula deverão sair os novos profissionais, com todas as competências exigidas pelo mercado.

“Tecnologia e inovação estão por todos os lados. Hoje em dia, quem não se aprimora e não se reinventa perde espaço no mercado de trabalho”, constata o professor Julio Lucchi, coordenador de Pós-Graduação do Instituto Mauá de Tecnologia. Opinião compartilhada com o especialista em Recursos Humanos, Sílvio Celestino, conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH – SP), onde coordena o grupo de estudos de Gestão de Cultura Organizacional: “Um profissional especializado em filmes fotográficos na década de 1980 que não tenha inovado em sua maneira de pensar a fotografia, hoje, provavelmente, está em outro mercado, ou passando por muitas dificuldades. Portanto, inovar e adaptar-se não são apenas uma alternativa, mas a única maneira de desenvolver suas habilidades profissionais e sua carreira”, diz Celestino.

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O termo inovação nunca foi tão perseguido pelo mundo corporativo. Inovar é, em última análise, um trunfo sobre a concorrência crescente e acirrada. “Um indivíduo que não se forçar a pensar sobre o futuro, sobre os avanços da ciência e como eles impactarão o mundo em que sua carreira se desenvolverá daqui a cinco, dez anos, ou mais, está fadado ao fracasso. Portanto, toda iniciativa que coloque o indivíduo para pensar em como ser permanentemente inovador é fundamental para criar os alicerces de sua prosperidade de maneira constante e consistente”, analisa Celestino. Ele enumera livros, cursos, professores, mentores e coaches como exemplos de recursos que todo profissional deveria ter em mente quando o assunto é pensar fora da caixa, inovar e adaptar-se ao mundo do futuro. “Afinal é lá que sua carreira e sua vida ocorrerão”, resume.


Aprimoramento


“Para dar essa base de inovação, resolvemos criar um curso para atender uma demanda que todas as áreas do mercado de trabalho exigem dos profissionais”, explica o professor Lucchi, do Instituto Mauá. Com início da primeira turma, marcado para agosto, Novas Tecnologias para Inovação é uma pós-graduação feita sob medida para o mercado que vem sendo moldado pelas transformações. “Por meio de atividades práticas, os alunos terão contato real com as diversas tecnologias que estão no mercado, contemplando aspectos relevantes para o desenvolvimento de produtos inovadores, que incorporam novas tecnologias”.

Além da prática, o curso do Instituto Mauá abordará também os aspectos teóricos dessas tecnologias, para permitir futuros aprofundamentos. A estrutura é voltada para as atuais necessidades do mercado. “Os alunos estarão engajados nos novos conceitos de produtos, aptos a lidar com as tecnologias que as empresas trabalham e a dominar as práticas e os fundamentos dessas tecnologias”, afirma.

A pós é destinada aos profissionais graduados em qualquer área, mas que atuam ou desejam atuar com inovação desenvolvendo novos produtos. O conteúdo aborda tecnologias ligadas à internet, eletrônica, computação e mecânica, consideradas fundamentais para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores, que estarão presentes no nosso dia a dia por muito tempo. Destacam-se na grade curricular: visão computacional, prototipagem (impressão 3D), internet das coisas, dispositivos móveis, interfaces homem-máquina avançadas, realidade aumentada e virtual, veículos autônomos aéreos (drones) e inteligência artificial. Para os organizadores, essas tecnologias podem ser unidas e agregadas para criar novos produtos com potencial de revolucionar um dado mercado, ou mesmo a sociedade.


Inovação global


Em um contexto mais amplo, o Brasil está longe de ter expressão como país inovador. Na lista das economias mais inovadoras do mundo do The Global Innovation Index 2015, que ranqueou 143 países, ele ocupa a 61ª posição, caindo para o 71º no cálculo de proporção de eficiência — as dez primeiras da lista são Suíça, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Holanda, Estados Unidos, Cingapura, Dinamarca, Luxemburgo e Hong Kong.

Entretanto, vale ressaltar que, apesar da crise atual, o Brasil tem boas perspectivas de desenvolvimento de projetos de inovação e chances de “subir alguns degraus” nessa colocação. Em janeiro, foi sancionada a lei 13.243, conhecida como Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, cujo objetivo é simplificar e estimular o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação no país.

Um dos aspectos mais importantes da lei é reduzir a distância entre a academia e o setor privado e incentivar o trabalho conjunto. Na prática, os professores em regime de dedicação integral podem desenvolver pesquisas dentro de empresas; ao mesmo tempo, laboratórios universitários podem ser usados pela indústria para o desenvolvimento de novas tecnologias. Entre setores que estão no radar do Marco Legal estão biotecnologia, energia limpa, fármacos, nanotecnologia e aeroespacial.


Ficha técnica

Curso: Novas Tecnologias para Inovação | Instituto Mauá de Tecnologia
Duração: 10 meses (224 horas)
Início: Agosto/2016
Horário: das 19h às 22h30
Local: Campus São Caetano do Sul
Mais informações: posgraduacao@maua.br

Entrevista

Em busca da logística perfeita

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O expert da Fundação Getúlio Vargas aponta as necessidades e os desafios da logística para os gestores no país
Por Inês Pereira

Pensar a arquitetura de cursos voltados para profissionais que buscam as soluções para os problemas de suas corporações e os incessantes desafios em logística é uma parte importante das atribuições do Professor Manoel Reis. Docente na área de logística e supply chain da Fundação Getulio Vargas (FGV), Reis criou o Centro de Excelência em Logística e Supply Chain na EAESP (Escola de Administração e Economia) da instituição e é o coordenador de projetos da FGV Projetos. Tem formação básica em Engenharia Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Nesse campo, fez mestrado e, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), obteve o PhD. Mas foi o universo da logística, considerada uma das áreas estratégicas das operações atualmente, que encantou Reis e onde ele decidiu firmar a carreira. “Existe no mercado brasileiro uma baixa disponibilidade de profissionais com especialização em logística e supply chain management (gestão da cadeia de suprimentos), setores que têm assumido um importante papel para a competitividade das empresas”. Razão pela qual ganharam espaço nas universidades e nos centros de educação continuada. Nos cursos da FGV, o professor conta que são diversos os aspectos abordados para a formação do profissional que será capacitado a pensar a logística do futuro: finanças, métodos quantitativos, negociação, gestão de pessoas, operações e estratégia empresarial; além de suprimentos, distribuição, transportes, armazenagem, previsão de demanda, gestão de estoques, gestão de projetos, sustentabilidade e gestão de riscos. As questões cruciais da área desenvolvida no país e no mundo, ele discute a seguir.

OMU: Quais as principais tendências do universo logístico nos dias de hoje?
REIS: As principais tendências da logística passam pela racionalização dos processos, buscando o balanceamento adequado entre custos e nível de serviço oferecido de forma a aumentar a competitividade. Esses dois fatores se contrapõem, pois níveis de serviço crescentes tendem a aumentar custos e vice-versa. Além disso, há uma preocupação com a redução das emissões de carbono, especialmente nos transportes, através de veículos com menor emissão, melhor aproveitamento dos veículos via consolidação de cargas e, portanto, redução do número de viagens e dos quilômetros percorridos. Racionalização das redes logísticas compostas por fábricas, centros de distribuição e transportes, visando a melhorar o nível de serviço e reduzir custos.

OMU: E as principais demandas e expectativas da cadeia de suprimentos? Redução de custos? Centralização de estoques? Logística reversa?
REIS: Melhoria dos processos de previsão de demanda, sendo hoje, cada vez mais frequente, o uso do S&OP (Sales and Operations Planning), que permite um melhor balanceamento entre a oferta e a demanda e melhor gestão dos estoques, reduzindo seus custos, faltas e excessos. Outra demanda é o melhor relacionamento da Cadeia de Suprimento, visando estabelecer um processo de colaboração com benefícios para a cadeia como um todo. O planejamento, implementação e controle da Logística Reversa, que pode beneficiar empresas de qualquer área, porte, produtos, serviços e localização geográfica, tem um novo estímulo trazido pela Lei Nº 12.305 de 02/09/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e cria obrigações para todas as organizações. A centralização de estoques permite reduzi-los e, portanto, seus custos, mas é necessário um planejamento coerente para que o nível de serviço pretendido não seja prejudicado pois centralizar estoques pode causar um afastamento dos mercados.

OMU: Qual a importância da logística bem planejada e eficiente nesse momento de crise que tanto impacta as empresas?
REIS: No dia a dia, com ou sem crise, a logística bem planejada e eficiente é estrategicamente importante para as organizações porque permite reduzir custos e agregar valor ao que se oferece ao mercado, dois temas que se caracterizam por serem instrumentos importantes para a diferenciação entre concorrentes. A logística agrega, especialmente, valor intangível associado à disponibilização de bens e serviços, tanto de insumos para a produção, quanto de atendimento ao mercado.

OMU: Como o senhor resumiria o estágio da logística praticada no Brasil atualmente?
REIS: Existem no Brasil organizações que praticam uma logística eficiente e eficaz, mas a grande maioria das organizações tem ainda dificuldades no entendimento da importância da gestão logística adequada e dos conhecimentos necessários para isso. Além disso, há uma falta crítica de profissionais capacitados/treinados e a baixa qualidade/inexistência de infraestrutura logística (estradas, ferrovias, hidrovias, portos, armazéns,…) adequada dificulta e encarece sobremaneira as operações logísticas. Outros fatores que dificultam são burocracia, legislação perversa, corrupção, etc.

OMU: Pode comparar a logística no Brasil com os demais países do globo?
REIS: A comparação com os demais países do globo seria complicado. No entanto, é possível dizer que comparada a logística de países desenvolvidos e emergentes, o Brasil, apesar de ser uma das maiores economias do mundo, tem deficiências expressivas associadas a uma insuficiência crônica de infraestrutura logística (ferrovias, portos, rodovias, sistemas de armazenagem…), que nos coloca em desvantagem em termos de custos e tempos logísticos. Há alguns outros aspectos que prejudicam os processos logísticos como burocracia, legislação perversa que possibilita uma guerra fiscal geradora de custos para o país, embora reduza custos para os envolvidos.

OMU: Quais são os principais desafios para as empresas de modo geral e para o Brasil em especial?
REIS: Os grandes desafios para as organizações brasileiras poderem praticar uma logística adequada giram, principalmente, em torno de o gestor não entender a importância desse setor para o negócio, como já foi citado, e passam por falta de conhecimento/competência/treinamento, que dependem de iniciativas próprias; além de dificuldades com a insuficiência de infraestrutura logística, burocracia, legislação, corrupção…

OMU: E em termos de capacitação de mão de obra qualificada para esse setor? Os profissionais estão preparados para as demandas que se renovam todo o tempo?
REIS: Há honrosas exceções, mas, também, a falta de conhecimento e de empenho das organizações na formação dos profissionais causa sérias dificuldades para os profissionais adequarem seus conhecimentos e técnicas frente à crescente dinâmica dos mercados na atualidade.

OMU: O que difere uma empresa que investe na área de logística de seus concorrentes?
REIS: Reforço que é a capacidade de reduzir custos, permitindo a prática de preços competitivos, e a capacidade de agregar valor associado à disponibilização — dois fatores de grande importância na diferenciação da concorrência. Algumas organizações possuem processos logísticos avançados, o que certamente lhes confere um diferencial competitivo.

OMU: Nesse momento de nascimento da Indústria 4.0, em que todos os processos estarão conectados e as máquinas serão inteligentes e capazes de tomar decisões, como caminhará a logística no sentido de acompanhar as novas e crescentes necessidades?
REIS: Deve, claramente, haver uma preocupação das organizações e profissionais com a visualização das necessidades da logística e inovar, para poder acompanhar a evolução tecnológica e, mais uma vez, aqueles que saírem na frente terão a vantagem competitiva. Isso logicamente exige cada vez mais conhecimento, curiosidade e criatividade.

OMU: Qual segmento da logística é hoje mais beneficiado pela alta tecnologia?
REIS: Os processos que ocorrem em centros de distribuição (CDs) e no rastreamento de cargas são os que mais se beneficiam do desenvolvimento tecnológico, incluindo o controle/alocação/recuperação de cargas em CDs, separação de pedidos de clientes, gestão de estoques e geração e envio/recebimento de documentos e informações.

OMU: Que aspectos essenciais um projeto eficiente de logística precisa contemplar?
REIS: Um projeto logístico adequado deve buscar o balanceamento entre o nível de serviço oferecido e os custos envolvidos, de forma a obter-se o melhor desempenho em cada caso particular. O nível de serviço expressa a porcentagem da meta atingida pelo sistema logístico. Por exemplo, a porcentagem de pedidos entregues completos frente à quantidade total de pedidos ou a quantidade de pedidos entregues dentro do tempo previsto frente ao total de pedidos. De maneira geral, pode-se afirmar que quanto maior o nível de serviço, maior o custo. Assim, o balanceamento entre nível de serviço e custo está associado à viabilidade da operação em termos de competitividade.

OMU: Que mensagem o senhor daria para os empresários brasileiros?
REIS: A logística é um instrumento de grande importância para a diferenciação competitiva entre empresas que oferecem produtos similares no mercado, pois permite agregar valor intangível ao produto, através da disponibilidade e da racionalização de custos —dois fatores críticos para a competitividade. Investimentos racionais em logística tendem a melhorar a posição competitiva das organizações e para atingir este objetivo são necessários profissionais com formação adequada, planejamento cuidadoso dos aspectos logísticos da cadeia de abastecimento e investimento em sistemas físicos e informacionais muito bem concebidos.

Por meio do conteúdo dos cursos que coordena na FGV, o professor Manoel Reis busca capacitar profissionais para enfrentar os desafios da indústria 4.0 Por meio do conteúdo dos cursos que coordena na FGV, o professor Manoel Reis busca capacitar profissionais para enfrentar os desafios da indústria 4.0

 

As abordagens da FGV

A FGV tem atualmente os seguintes cursos dedicados à logística e supply chain management, coordenados pelo professor Reis:
1. Logística Empresarial do PEC – Programa de Educação Continuada, curso semestral, com 60 horas, que busca dar uma visão abrangente do que é logística e supply chain management;
2. Master em Logística e Supply Chain, com 516 horas, cujo objetivo é proporcionar aos participantes um conhecimento abrangente e estruturado sobre o conjunto dos temas necessários à atuação nessas áreas, permitindo o desenvolvimento de capacidades gerenciais e operacionais efetivas, dentro do atual contexto de evolução do Brasil e dos mercados em geral.
3. Mestrado Profissional em Gestão, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). É novo e terá cinco linhas de pesquisa, sendo uma delas Gestão Estratégica de Supply Chain, com foco na competitividade.

Produtividade I

Conexão total

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O Gerenciamento do Ciclo de Vida de Ferramentas (Tool Lifecycle Management) apoia a implantação da indústria 4.0

Por Vera Natale e Inês Pereira. Colaborou Equipe TDM Systems

Na indústria 4.0, a produção se funde à mais moderna tecnologia da informação e comunicação. A força propulsora desse processo é a crescente digitalização da economia e da sociedade que já tem mudado o mundo da manufatura de maneira irreversível. O conceito da Internet das Coisas (IoT), ou em poucas palavras um “ecossistema de eletrônicos” capazes de se comunicar entre si e transmitir informações digitalmente, está no cerne de softwares de Gerenciamento de Dados de Ferramentas (Tool Data Management), como o desenvolvido pela alemã TDM Systems com base no conceito do TLM (Tool Lifecycle Management - Gerenciamento do Ciclo de Vida de Ferramentas). O software realiza a gestão de dados de ferramentas, considerando todo o seu ciclo de vida, e permite que sejam armazenados em rede e acessados pelas diversas unidades fabris de uma empresa, permitindo assim, estarem conectadas entre si no mundo inteiro. Isso facilita a vida de usuários e gera muitos benefícios.


Propósito e funcionamento


A gestão de dados de ferramentas foi principalmente concebida para dar suporte, apoiar e integrar atividades dos departamentos técnicos e administrativos, que até então trabalhavam muitas vezes isoladamente e com base em estruturas diversas. Assim torna-se possível integrar as informações comuns e pertinentes, o que resulta em melhor uso do tempo operativo e redução de custos desnecessários no processo como um todo que culminam em melhor eficiência operacional.

Na prática, isso significa integração, interligação e digitalização dos dados de ferramentas, posicionando os produtos na interface decisiva, entre a área de produção chegando até a comercial. “Começa na concepção da peça, passa pelo planejamento e simulação NC, até a preparação do pedido e a organização física do ciclo da ferramenta no âmbito do chão de fábrica”, resume Peter Schneck, presidente da TDM Systems. Há outras características únicas no software: o gerador de dados e gráficos de ferramentas em 2D e 3D em apenas três passos, que é uma grande vantagem para a programação NC com CAM e simulação com sistemas CAV; e a versatilidade, já que é o sistema com o maior número de interfaces no mercado com sistemas CAM, armários verticais, máquinas de presetting, vending machines e sistemas ERP.

Grosso modo, o sistema visa o compartilhamento de informações via conexão em rede. “O desafio é preparar esse patrimônio de informações, chamado Big Data, para que o usuário final possa fazer algo útil com tudo isso”, acrescenta Peter Schneck. Dessa forma, os dados obtidos podem contribuir na fase de concepção, por exemplo, para a geração de modelos CAD fabricáveis, ou programas NC com velocidades de avanço e corte, garantindo um processo seguro. Schneck explica que o TDM disponibiliza os parâmetros necessários por interfaces com os sistemas, chamados conectares: “As informações tecnológicas da máquina são recebidas pelo TDM via conexões das máquinas correspondentes e Manufacturing Execution Systems (MES)”.


Funcionalidades do TDM


O TDM Global Line permite dar um passo decisivo. “Existem benefícios, principalmente para empresas com plantas produtivas em diferentes partes do mundo”, explica o presidente.

Dados de ferramentas e gráficos ficam armazenados em um servidor corporativo central ou na nuvem do servidor de um provedor de serviços.

É fundamental que todos os dados, mesmo aqueles 3D complexos, estejam disponíveis no mundo inteiro a um clique do mouse, e isto é possível graças à nova arquitetura de software e aos dados de alta compressão em cada local de produção. “Nossos clientes podem estender sua aplicação central em todas as fábricas”, avalia Schneck. Na nuvem, totalmente em consonância com um software como um aplicativo de serviço (SaaS).

É possível pesquisar uma ferramenta e os resultados são mostrados rapidamente e classificados por componentes, montagens completas ou listas de ferramenta. Os usuários podem configurar individualmente sua tela. Podendo os direitos do usuário e dos clientes serem gerenciados centralmente. Ao inserir dados, sua validação simultânea também detecta entradas incorretas e campos obrigatórios em branco. A solução móvel para tablet TDM Global Line Flex Crib é um Add-on comandado pelo browser e possibilita a visualização dos componentes de ferramenta, montagens (dados originais de gráficos 2D/3D) e execução de instruções de pedidos. Conta também com a funcionalidade de scanner.

Funções de reposição podem ser registradas centralmente com esta nova solução com base no consumo de ferramentas nas diferentes plantas que estiverem conectadas. Peter Schneck está convencido de que o TDM Global Line irá acelerar bastante a transferência de dados nas empresas industriais internacionais. “Um software de última geração torna isso possível — um passo importante rumo ao futuro”.


Benefícios concretos


O TDM tem a capacidade de resolver os problemas de uma empresa pequena e familiar, por exemplo, até de empresas multinacionais com plantas em diferentes partes do mundo. “Quanto antes a empresa começar a utilizar o sistema, melhor. Assim, ela crescerá de forma organizada, sem ter que se preocupar com os problemas comuns associados à má gestão de ferramentas que aumentam os custos e reduzem a produtividade das operações”, aconselha Pablo Castro, diretor executivo e de vendas da Adeptmec, parceira comercial de longa data da TDM Systems e especialista em Gerenciamento de Ferramentas, cujas ofertas são adaptadas à indústria metalmecânica. Para ele, o que distingue o software é, principalmente, a flexibilidade: “Ela é necessária para alcançar os resultados ideais para empresas de qualquer tamanho e com diversas exigências. O banco de dados único tem se mostrado uma tendência nos mais diversos segmentos”.

Com base em depoimentos de clientes no Brasil, o diretor da Adeptmec menciona resultados já atingidos com a implantação do software: redução de 90% no valor do estoque; redução de 98% em horas de máquina parada por falta de ferramentas; redução de 20% na quantidade de códigos de insertos devido à padronização; redução de 55% no custo de ferramentas por peça usinada. “Vários segmentos da indústria podem se beneficiar, como aeroespacial, automotivo, máquinas, energia, usinarem em geral e fabricantes de ferramentas”, enumera. 


E o Brasil?

Peter Schneck: “Existem benefícios, especialmente os do TDM Global Line, para as empresas com locais de produção globais” Peter Schneck: “Existem benefícios, especialmente os do TDM Global Line, para
as empresas com locais de produção globais”


No Brasil, a Indústria 4.0 ainda parece um sonho. “O parque de máquinas no país é muito velho. Enquanto nos países industrializados como Alemanha, EUA e Japão a idade do parque de máquinas orbita entre cinco e oito anos, no Brasil essa idade  chega a 17 anos. Portanto, a indústria nacional necessita de um choque tecnológico para se modernizar, substituir os seus equipamentos obsoletos e promover um aumento de sua eficiência e melhoria da qualidade”, desta cou em entrevista à revista OMU o engenheiro mecânico Alfredo Ferrari, vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Associação brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

No entanto, ainda que o processo de renovação do parque ocorra mais lentamente em função da atual crise que o país vive, a realidade pode mudar. A implantação de softwares de Gerenciamento de Dados de Ferramentas como o TDM, que melhora a qualidade dos processos e aumenta a produtividade, pode tornar a indústria brasileira mais competitiva como os países mais avançados. “Uma redução nos custos de produção é possível somente por meio de novas tecnologias capazes de aumentar a produtividade”, reforça José Velloso Dias Cardoso, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Somada às novas tecnologias, Pablo Castro, diretor da Adeptmec, destaca também a necessidade da mentalidade aberta para as novas formas de se trabalhar, inerentes a essas tecnologias de ponta. “As empresas no Brasil devem investir na rede e na digitalização para não perderem mais tempo e dinheiro. Caso contrário, ficarão cada vez mais para trás no mercado internacional”. Só assim a Indústria 4.0 vai deixar de ser coisa de ficção científica.

TDM Global Line: Os dados e serviços chegam por meio da internet, e os usuários podem configurar sua tela individualmente TDM Global Line: Os dados e serviços chegam por meio da internet, e os
usuários podem configurar sua tela individualmente

 

Principais vantagens

O diretor executivo e de vendas da Adeptmec listou os principais benefícios trazidos pelo software
• Redução de custos com ferramentas
• Padronização do ferramental
• Redução do tempo de geração de processos de usinagem
• Gerenciamento do estoque de forma transparente e organizada, possibilitando reduções expressivas
• Redução da quantidade de fornecedores
• Aumento da disponibilidade de ferramentas
• Aumento da utilização das ferramentas
• Gestão eficiente de reposição e compra
• Redução de parada de máquinas devido à falta de ferramentas

O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil
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