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Produtivididade II

Centro de torneamento com duas torres, fuso e contrafuso

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Para que empresas de manufatura no setor metalmecânico possam aumentar a produtividade, reduzir custos e ter maior capacidade de competir, tanto no mercado doméstico, como na exportação, há de se investir em máquinas de moderna tecnologia, de alta eficiência e que possibilitem operações completas, por mais complexas que sejam as geometrias, eliminando trabalhos posteriores.

No campo do torneamento, houve enormes progressos nos últimos anos, com a evolução de componentes mecânicos, conjuntos eletrônicos e ferramentas de corte. O conceito do Centro de Torneamento se traduz na capacidade da máquina permitir, em uma única fixação da peça, realizar operações de torneamento, furações, fresamentos, rosqueamentos, mandrilamentos e outras em todas as suas superfícies, com a utilização de acionamento das ferramentas de corte e de controles que possibilitam movimentos de avanço e de posicionamento do fuso principal. Outra característica fundamental é a possibilidade de realizar diversas operações simultaneamente, contribuindo para reduzir, de maneira significativa, os ciclos de trabalho.

Um dos conceitos dos Centros de Torneamento é aquele dotado de duas torres porta-ferramentas, fuso principal e contra fuso, para também realizar operações no lado posterior da peça, onde foi feita a sua fixação.

Para exemplificar esse tipo de máquina, são demonstrados os Centros de Torneamento, marca Ergomat, modelos TND 42 S e TND 65 S, desenvolvidos para a usinagem de peças a partir de barras de até 42 mm e 65 mm de diâmetro, respectivamente (ver Figura de topo)
Os TND 42/65 S foram projetados para aplicações na usinagem completa Os TND 42/65 S foram projetados para aplicações na usinagem completa de peças de geometrias complexas. Essas máquinas possibilitam a execução de operações de torneamento e fresamento, entre outras, com um alto grau de automatização, podendo controlar simultaneamente diversos eixos lineares e circulares, além de utilizar tanto ferramentas fixas como acionadas.

O conceito construtivo básico dessas máquinas apresenta dois revólveres porta-ferramentas, fuso principal e contrafuso. De construção robusta, a máquina possui um barramento inclinado de 60°, que acomoda dois carros cruzados, que deslizam sobre guias lineares de alta precisão nos dois sentidos, transversal (X) e longitudinal (Z), sendo acionados através de servomotores e eixos de esferas recirculantes (ver Figura abaixo).

Área de trabalho Área de trabalho

 

A construção é compacta e oferece um grande conforto operacional com eficiente saída dos cavacos e do fluido refrigerante.
Um revólver superior de doze estações porta-ferramentas, montado no carro cruzado superior, permite a aplicação de ferramentas fixas e acionadas em todas as posições.

O contrafuso, que está montado sobre o carro cruzado inferior, tem a função de sujeitar a peça de trabalho antes do corte e conduzi-la para realizar as operações no lado posterior da peça, em conjunto com o segundo revólver inferior. Esse contrafuso permite sujeitar peças de até 65 mm de diâmetro com placa de três castanhas, sendo possível também o descarregamento de peças usinadas com até 30 mm de diâmetro através do mesmo.

Um segundo revólver de oito posições para realizar as operações no lado do corte na peça encontrase localizado ao lado do cabeçote da máquina. Esse revólver permite a aplicação de ferramentas fixas e acionadas em todas as estações.

Tanto o fuso como o contrafuso possibilitam realizar movimentos de avanço e posicionamentos angulares de alta precisão (eixos C). A rotação máxima do fuso principal é de 5.000 rpm. A Figura abaixo demonstra detalhe do sistema de fixação da peça que está sendo usinada no fuso principal.

Fixação da peça no fuso principal Fixação da peça no fuso principal

 

Um dispositivo de separação de peças as conduz para fora da máquina, após a usinagem por completo.
As máquinas estão preparadas para receber alimentadores hidráulicos e magazines de alimentação automática de barras.
A Figura abaixo apresenta um conjunto de peças de geometrias complexas que são usinadas por completo nesse conceito de máquina.

Conjunto de peças usinadas por completo Conjunto de peças usinadas por completo

 

Conclusão:

Uma das maiores necessidades das indústrias de manufatura brasileiras é aumentar a sua competitividade e rentabilidade. O parque de máquinas-ferramenta nacional é muito antigo, tendo a sua idade média muito próxima aos 18 anos, contra 5 a 8 anos em países industrializados, como Alemanha, EUA e Japão. É fundamental, portanto, que se implante, rapidamente, um programa nacional de modernização do parque de máquinas-ferramenta brasileiro. E, obviamente, esses novos investimentos, para a substituição das máquinas antigas, deverão estar voltados para equipamentos modernos e de alta eficiência, como exemplificado nesse trabalho.

Engº Alfredo V. F. Ferrari

Produtividade I

Antecipando atividades (“uploading”) no desenvolvimento de produtos

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Todos que participam do processo de desenvolvimento de produtos estão familiarizados, de alguma forma, com a agonia da mudança nos últimos estágios, chamada de loopbacks (retrabalhos). Seja um fracasso inesperado no teste de protótipos, um problema de manufatura que aparece durante o início da produção ou um problema com a garantia, fazer mudanças no projeto ou na engenharia tardiamente produz uma quantidade assombrosa de desperdício. As equipes de desenvolvimento se esforçam muito para evitá-los, mas, mesmo assim, quase todos os praticantes consideram os loopbacks inevitáveis, e, na verdade, até planejam contando com eles. Mas, de uma perspectiva lean, isso é lamentável porque um loopback não é nada mais do que retrabalho com um nome diferente.

Os desenvolvedores projetam, analisam e testam seu produto ou processo apenas para ter que repetir essas mesmas atividades mais tarde. Assim como no chão de fábrica, os retrabalhos podem ser extremamente caros. É vastamente reconhecido que o custo de fazer mudanças aumenta conforme se avança na linha do tempo do projeto de desenvolvimento do produto. Como mostrado na figura a seguir, para a maioria dos produtos fabricados, o custo de fazer uma mudança durante a fase do projeto é mais barato do que durante a fase do protótipo, que é mais barato do que quando o produto está na produção. E a maioria das pessoas concordaria que a curva do custo é geométrica.

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Na verdade, alguns dizem que o custo para fazer uma mudança em qualquer estágio é dez vezes mais caro do que no estágio imediatamente anterior. Então podemos enxergar que mudanças tardias podem, de fato, ser caras.

O conselho comum para eliminar o problema dos loopbacks é antecipar algumas atividades no processo de desenvolvimento do produto.

Mas o que significa antecipar? Alguns sugerem que é inteligente começar um projeto de desenvolvimento de produtos acumulando o que já sabemos. Por exemplo, engenheiros de produção podem fornecer à equipe informações sobre a capacidade de seus equipamentos de fabricação atuais no início do projeto. Então os projetistas do produto podem (assim esperamos) projetar dentro dessas restrições para minimizar os problemas no chão de fábrica enquanto melhoram a qualidade e a eficiência.
O desafio com essa sugestão é, obviamente, acumular conhecimento. Mas é também a tradução desse conhecimento de termos de processo para termos que os projetistas de produtos possam entender. Empresas lean devotam um grande esforço para catalogar sua capacidade processual em uma basecontínua para que o conhecimento esteja pronto para ser implantado com qualquer nova projeção de desenvolvimento de produtos.

Outros recomendam antecipar os projetos de desenvolvimento juntando equipes interfuncionais desde o começo do projeto. As equipes consistem em representantes capazes de realizar cada uma das funções necessárias para trazer um produto ao mercado: vendas/marketing, engenharia de produto, projeto industrial, engenharia de produção, compras e finanças, por exemplo. A ideia é garantir que todos os pontos de vista sejam considerados desde os primeiros estágios para evitar “descobertas” inesperadas mais tarde.

Mas uma pergunta frequentemente importuna essas equipes: o que eles devem fazer nessas primeiras fases? Stefan Thomke recomenda a experimentação rápida a fim de aprender sobre as possibilidades do produto e do processo de produção. Podemos estender a ideia de Thomke com as noções de Allen Ward sobre projeto baseado em alternativas, o que chamamos agora de inovação baseada em alternativas.

Em uma abordagem baseada em alternativas no desenvolvimento, as equipes se envolvem de uma forma muito diferente com os desafios de desenvolvimento que enfrentam em comparação com as abordagens convencionais. As principais práticas da inovação baseada em alternativas são:
• Gerar soluções de alternativas múltiplas para todo subproblema de projeto identificado.
• Adequar essas soluções às exigências do projeto gerando dados através de análises, modelos e protótipos de baixo custo. Prestar atenção à granulidade (nível de sumarização dos elementos e de detalhe disponíveis nos dados) – usar modelo de baixa fidelidade quando respostas rápidas e brutas são necessárias, por exemplo.
• Eliminar uma alternativa sempre que os dados mostrarem que as exigências não poderão ser atendidas, ou seja, claramente inferior à outra alternativa. Evitar escolher um vencedor antecipadamente – utilizar um processo de eliminação. Conforme o andamento, tente gerar conhecimento reutilizável na forma de limites do projeto e curvas de trade-off. Se você entender os limites físicos de um conceito do projeto, e esses limites estiverem fora das exigências, você pode eliminar essa alternativa com segurança.

Permita alguma flexibilidade nas exigências do projeto para que você possa utilizar o conhecimento adquirido para definir as exigências finais em um ponto onde você entenda mais profundamente os trade-offs que estão acontecendo. O que você está fazendo para evitar os loopbacks? Quais são as outras formas que você utilizou para eliminar o retrabalho no desenvolvimento?
Você tem exemplos de qualquer uma das abordagens acima? Compartilhe seus pensamentos e ideias para que todos possamos aprender mais.

Durward Sobek Professor e Coordenador do Programa de Engenharia Industrial da Universidade Estadual de Montana, EUA Durward Sobek Professor e Coordenador do Programa de Engenharia Industrial da Universidade Estadual de Montana, EUA

Tradução: Tamiris Masetto
Artigo gentilmente cedido à OMU pelo Lean Institute Brasil

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Revista Ed.102

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Revista O Mundo da Usinagem nº 102

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Soluções de Usinagem I

Flexibilidade: a chave para o sucesso da USIGRAV

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Empresa especializada no ramo de usinagem de precisão soube diversificar mercados e reduzir o tempo de produção ao adotar novas e modernas ferramentas de corte

Com pouco mais de três décadas de atuação, a USIGRAV mostra que não basta apenas buscar a excelência no seu ramo de atividade para alcançar um desempenho competitivo e destacado no mercado.

A empresa de Rio Claro (SP), que se especializou na fabricação de equipamentos, acessórios e insumos de impressão para extrudados plásticos rígidos e flexíveis, apostou na ampliação do mercado e na evolução de seus processos produtivos em busca de um crescimento sólido e sustentável.

Atualmente, os tradicionais cilindros de equipamentos de impressão fabricados pela empresa dividem espaço com peças e componentes para os segmentos ferroviário, agroindústria (principalmente no setor de laticínios), óleo & gás e aeronáutico.
A diversificação — peça-chave no planejamento estratégico da USIGRAV — foi resultado de uma decisão arrojada do seu diretor industrial, o engenheiro mecânico Fábio Hecht: era preciso investir em produtividade.

Em sentido horário: Fábio Hecht, diretor industrial da USIGRAV; Maurício Orlando Pais de Godoy, vendedor técnico da Pérsico Ferramentas; Diego Sampaio Silva, encarregado de produção da USIGRAV e Antônio Carlos da Silva, diretor da Pérsico Ferramentas Em sentido horário: Fábio Hecht, diretor industrial da USIGRAV; Maurício Orlando Pais de Godoy, vendedor técnico da Pérsico Ferramentas; Diego Sampaio Silva, encarregado de produção da USIGRAV e Antônio Carlos da Silva, diretor da Pérsico Ferramentas

 

“O incremento na produtividade é decisivo tanto na redução do preço quanto na ampliação do número de serviços, pois processos mais rápidos nos disponibilizam mais tempo de máquina. Hoje, não usamos mais o conceito de hora/máquina, e sim de minuto/máquina. Nesse sentido, foi fundamental aprimorar nossos processos internos e adotar ferramentas de corte mais modernas, buscando sempre o que há de melhor em tecnologia e qualidade”, pontua Hecht.

Salto de produtividade

Um grande passo na reestruturação da linha de produção da USIGRAV foi dado em agosto de 2014, com a chegada da equipe da Pérsico Ferramentas, distribuidor autorizado da Sandvik Coromant sediado em Piracicaba (SP).

“Identificamos processos que poderiam ser aperfeiçoados com a adoção de ferramentas mais modernas e produtivas”, avalia Maurício Orlando Pais de Godoy, vendedor técnico da Pérsico Ferramentas.

Uma das primeiras melhorias aconteceu no processo de furação dos cilindros de impressão, fabricados em aço 4140, de elevada tenacidade e largamente utilizados na fabricação de eixos, virabrequins e peças que requerem resistência à deformação.
A adoção da broca com ponta intercambiável CoroDrill 870 garantiu redução do tempo de produção e, consequentemente, do custo por furo. “A operação passou de 6 minutos para 2 minutos, uma economia superior a 60%”, analisa Diego Sampaio Silva, encarregado de produção da USIGRAV.

Cilindros para impressão de produtos extrudados fabricados na empresa: foco na produtividade com a adoção da CoroDrill 870 Cilindros para impressão de produtos extrudados fabricados na empresa: foco na produtividade com a adoção da CoroDrill 870

 

A nova ferramenta ainda tornou o processo produtivo mais versátil, pois pôde ser otimizada para aplicação em diferentes gamas de diâmetros, materiais, máquinas e comprimentos.

As soluções de usinagem se estenderam para outros processos, como o torneamento de rotores para bombas de vácuo, fabricados em ferro fundido nodular. “Notamos que o tempo de produção era elevado, em razão do tamanho e da complexidade da peça”, explica Godoy.

Para contornar esse problema, as equipes da Pérsico Ferramentas e da USIGRAV iniciaram testes com a barra de mandrilar antivibratória Silent Tools.

“A princípio ficamos receosos, pois não sabíamos se a ferramenta seria capaz de respeitar as tolerâncias dimensionais e, ao mesmo tempo, gerar uma redução de tempo tão drástica”, pontua Diego Silva.

Os resultados, entretanto, surpreenderam. O processo que antes levava 16 minutos foi reduzido para 5 minutos, e as projeções são ainda mais animadoras: “Se considerarmos o período de um ano, nossa economia chega a 237 horas, o equivalente a pouco mais de um mês de trabalho, só neste item”, comemora Hecht.

Com isso, novos serviços puderam ser incorporados às demandas da empresa, sem a necessidade de novos investimentos em máquinas.

“Nosso objetivo foi elevar a qualidade do produto final e garantir mais tempo de máquina, para que a empresa não operasse no teto de sua capacidade e, simultaneamente, pudesse conquistar cada vez mais novos clientes”, recorda Antonio Carlos da Silva, diretor da Pérsico Ferramentas.

Rotores para bombas de vácuo em estado bruto e após a usinagem. No detalhe, barra de mandrilar antivibratória Silent Tools em ação: a operação passou de 16 minutos para 5 minuto Rotores para bombas de vácuo em estado bruto e após a usinagem. No detalhe, barra de mandrilar antivibratória Silent Tools em ação: a operação passou de 16 minutos para 5 minuto

 

Outro ponto de destaque foi a melhora na ergonomia, pois a usinagem da peça de 20 kg exigia um grande esforço do operador. “Era necessário manuseá-la quatro vezes, e agora, com essa nova ferramenta, ela já sai pronta”, destaca o operador de CNC Everton Rodrigo Zanello.

A introdução da nova ferramenta sempre levou em conta os critérios rigorosos de produção adotados na USIGRAV. “Hoje atuamos em vários segmentos e temos diversas exigências em termos dimensionais, processos e materiais”, alerta Hecht. “Nossos principais clientes são grandes multinacionais, de forma que o nosso padrão de qualidade e de preço precisa estar em nível similar ao de nossos concorrentes internacionais. Caso contrário os produtos seriam importados”.

Outras ferramentas também foram incorporadas ao processo produtivo, como as fresas da linha CoroMill, 357, 390 e 210, também com grandes ganhos em produtividade.

Da esquerda para a direita: Diego Sampaio Silva, encarregado de produção da USIGRAV; Everton Rodrigo Zanello, operador de CNC; Maurício Orlando Pais de Godoy, vendedor técnico da Pérsico Ferramentas e Fábio Hecht, diretor industrial da USIGRAV Da esquerda para a direita: Diego Sampaio Silva, encarregado de produção da USIGRAV; Everton Rodrigo Zanello, operador de CNC; Maurício Orlando Pais de Godoy, vendedor técnico da Pérsico Ferramentas e Fábio Hecht, diretor industrial da USIGRAV

 

Trata-se de um investimento de resultados em um momento em que muitos setores da economia optaram por congelar novos aportes na cadeia produtiva.

“Quando falamos de flexibilidade a questão é justamente essa. A empresa soube avaliar muito bem o valor das ferramentas por meio dos resultados alcançados, em termos de qualidade e de produtividade”, analisa Antonio Carlos.

O vendedor técnico da Pérsico Ferramentas Maurício Orlando Pais de Godoy reforça: “Encontramos as portas abertas, e isso aconteceu principalmente por causa da mentalidade da empresa, que não tem medo de inovar”.

O engenheiro mecânico Fábio aponta para a importância da versatilidade da empresa e de seus profissionais: “Essa qualidade para absorver novas informações, processos e tecnologias está muito ligada ao perfil da empresa. De fato, não temos medo de inovar, ao contrário, as oscilações do mercado nos mostram que é cada vez mais a hora de rever processos, ganhar em produtividade e reduzir nossos custos”.

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Trabalho conjunto da USIGRAV e da Pérsico Ferramentas/Sandvik Coromant gerou grandes ganhos de produtividade. No destaque, fresa CoroMill 357 Trabalho conjunto da USIGRAV e da Pérsico Ferramentas/Sandvik Coromant gerou grandes ganhos de produtividade. No destaque, fresa CoroMill 357

 

E é dessa maneira, com flexibilidade, confiança nas parcerias e abertura para novas ideias, que a USIGRAV deixa sua marca gravada na lista dos grandes empreendedores que fazem da inovação uma ferramenta para ir cada vez mais longe.

USIGRAV: evolução com seriedade

Fundada em 1983 em Rio Claro (SP), a USIGRAV iniciou suas atividades fabricando cilindros para impressão de produtos extrudados rígidos e flexíveis, como condutores elétricos, tubos, mangueiras e perfis.

Ao longo dos anos, a empresa passou a fabricar equipamentos destinados à impressão desses produtos, além de equipamentos periféricos para estes mercados, principalmente o de condutores elétricos, para os quais fabrica desbobinadores, bobinadores, equalizadores de tensão, conformadores, aplicadores de fitas, entre outros, e ainda dispositivos especiais mediante projeto.

Microcentro de usinagem desenvolvido pela USIGRAV: empreendedorismo em prol da competitividade Microcentro de usinagem desenvolvido pela USIGRAV: empreendedorismo em prol da competitividade

 

O setor de usinagem de peças, componentes e fabricação de equipamentos diversos representa hoje cerca de 65% dos trabalhos da empresa, enquanto 35% da produção é composta por produtos próprios, como equipamentos e cilindros de impressão ligados ao segmento de extrudados rígidos e flexíveis como condutores elétricos, perfis, mangueiras e tubos plásticos. “Nossa preocupação é fornecer a solução completa para nossos clientes”, resume o engenheiro Fábio Hecht.

A médio prazo a empresa pretende ampliar seu parque fabril e diversificar a usinagem de peças médias, buscando sempre novos mercados, em especial o setor de energias renováveis.

Inovação

Um detalhe que chamou atenção durante visita à planta da USIGRAV foi o desenvolvimento de um microcentro de usinagem próprio. O equipamento está em fase de testes e será utilizado na produção de itens que necessitam de microusinagem de fresamento, tais como gravações em alto ou baixo-relevo para peças técnicas, cilindros de gravação a quente e peças de dimensões reduzidas. Mais uma prova da veia empreendedora da empresa.

Fernando Sacco
Jornalista

Entrevista I

Panorama do Mercado de Fluidos para Usinagem

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Entrevista com Marc Blaser

No final da década de 90, os pesquisadores Olívio Novaski e Joachim Dörr constataram que os gastos com fluidos de corte (intitulados e registrados como liquid tools pela Blaser Swisslube) representavam cerca de 17% dos custos de manufatura. Um valor expressivo, se comparado à parcela reservada às demais ferramentas, que, em média, consumia de 2% a 4% dos mesmos custos.

Nas últimas décadas, os fluidos de corte evoluíram para se adaptar às no- Arquivo Blaser Swisslube vas demandas da indústria, principalmente no campo ambiental, e técnicas como a Mínima Quantidade de Lubrificação (MQL) se difundiram em todo setor metalmecânico.

Em entrevista para a revista O Mundo da Usinagem, o CEO da empresa Blaser Swisslube, Marc Blaser, expôs algumas de suas concepções do mercado de fluidos para usinagem no Brasil e no mundo, além de traçar um panorama geral da empresa no Brasil.
OMU: Qual a situação de mercado de fluidos para usinagem e os planos da Blaser Swisslube para o mercado brasileiro?
Marc Blaser: Entendo que a situação é complicada, porém essa variável já havia sido considerada em função do dinamismo do mercado brasileiro. A Blaser trabalha para oferecer competitividade sustentável aos seus clientes. Dessa maneira, a intenção é continuar investindo nos negócios no Brasil, acreditando em uma melhora futura do mercado, pautando sempre a competitividade sustentável como a principal ferramenta para o crescimento.

OMU: Qual sua perspectiva em relação ao mercado como um todo?
Marc Blaser: Vemos ótimas perspectivas, principalmente no segmento aeroespacial, que é uma área muito importante para nós, porém em cada segmento deve haver uma proposta diferenciada. Vemos também no segmento automotivo grandes perspectivas, com a vinda de novos materiais, novas operações e tecnologias de máquinas. Todos os segmentos merecem uma atenção especial, diferenciada por suas especificidades, para que se mantenham no mercado por meio da competitividade.

OMU: Qual o papel das subsidiárias e a importância dos diversos mercados para a Blaser Swisslube ?
Marc Blaser: Como esta é uma empresa familiar, a importância de uma subsidiária aumenta no grupo dependendo da maneira pela qual ela estará provendo valores para o mercado. Então a Blaser do Brasil, em termos de resultados, tem uma importância específica. Mas como este mercado está alinhado às estratégias globais, o Brasil passa a ter uma importância maior. Em termos de importância para a Blaser, o Brasil é o segundo mercado mais importante de fluidos de corte, se analisarmos só em questão de números. Mas qualitativamente, o Brasil é o 3º ou 4º mercado do mundo em prestação de serviços relacionados.

Isso tem pertinência em relação à política de aproximação da Blaser com seus clientes e o melhor exemplo disso é o Troféu Produtividade Blaser Swisslube, que está em sua segunda edição no Brasil. No total, 45 eventos já foram realizados em todo o mundo (4 na França, 2 no Brasil, 3 na Suíça, Alemanha, China, 2 na Índia e em vários outros mercados importantes), onde os eventos acontecem a cada um ano ou dois. E o Brasil sem dúvida é um mercado-chave. A ideia do evento é gerar uma plataforma de reconhecimento aos clientes Blaser, pelos trabalhos conjuntos.

OMU: Qual a importância da educação e do treinamento para o mercado de fluidos de corte?
Marc Blaser: Para se otimizar a produção é necessário um mercado mais qualificado, em termos de conhecimento. E como nossa ideia é estar sempre em treinamento e consonância com nossos clientes, nós participamos de eventos como o Experts-meet-Experts (Especialistas encontram Especialistas), que ocorrem 3 vezes ao ano, e damos treinamento específico in company para as empresas parceiras, na expectativa de melhorar o nível também do mercado. O mercado, em um patamar de qualificação e educação maior, entenderá melhor as propostas de valor, nossa filosofia e como vemos o mercado em si. Então nós da Blaser Swisslube temos nosso calendário fixo de eventos de qualificação e treinamento dos quais participamos, além do trabalho que fazemos com nossos clientes.

OMU: E a era digital, como ela influencia esse processo?
Marc Blaser: Posso informar que a Blaser Swisslube desenvolveu um software para documentação de resultados, que analisa o processo produtivo e pode dar uma proposta de valor que se agregue à produção. Só depois de comprovados e documentados os benefícios para o cliente é que a Blaser se manifesta comercialmente. Desde então, só no ano de 2014, já foram auferidos 30 milhões de reais em ganhos de produtividade aos nossos clientes. Toda essa documentação e avaliação são feitas junto ao cliente, proporcionando uma clara idoneidade de informação, por eles reconhecida.

OMU: Como a Blaser Swisslube vê a questão ambiental e investimentos em P&D?
Marc Blaser: A Blaser tem 560 funcionários, sendo que 15% atuam na área de pesquisa e desenvolvimento e tecnologia. A área de P&D da Blaser tem cerca de 3 mil m², dos quais 760 m2 são ocupados pelo laboratório. Temos um total de 6 centros de usinagem para testar os fluidos depois da formulação pronta, para real comprovação de benefícios e sua não nocividade ao meio ambiente. Esse Departamento de P&D da Blaser fica na Suíça. A Blaser já desenvolveu mais de 500 formulações diferentes. Para um produto ser lançado no mercado, há uma pesquisa de pelo menos dois anos de testes e afins.

João Manoel S. Bezerra de Meneses
Gestor Ambiental/Jornalista

Educação e Tecnologia

Parcerias que impulsionam a inovação

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A capacidade de inovação é fator determinante para a sobrevivência no ambiente empresarial. A discussão é conhecida – sobretudo no universo da indústria, que atua em um cenário competitivo e globalizado.

Especialistas defendem que, nessa área, o Brasil tem muito ainda o que progredir. Mas o futuro se mostra promissor. O país subiu três posições no Índice Global de Inovação 2014, ocupando agora a 61a posição entre 143 países. O índice é organizado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, pela Cornell University (EUA) e pela Insead (Escola Francesa de Administração). Tal estudo, que pode ser lido na íntegra em globalinnovationindex.org (em inglês), revela que entre os países classificados como de renda média, o Brasil se destaca pela qualidade de suas principais universidades e publicações científicas.

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Não por acaso, parcerias entre a iniciativa privada e instituições de ensino vêm gerando bons resultados e apontam para mudanças positivas desse quadro. Pela troca de experiências entre professores universitários e profissionais do meio empresarial, novas tecnologias são desenvolvidas ao mesmo tempo em que se conquista mão de obra qualificada.
Exemplo disso são os convênios mantidos pelo Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), principalmente para prestação de serviços e pesquisas mais aplicadas.

“Nos últimos anos, empresas têm procurado a FEI para projetos mais duradouros, com a implantação de laboratórios dentro da instituição voltados à pesquisa de longo prazo”, afirma o coordenador do curso de Engenharia Mecânica da FEI, Roberto Bortolussi, completando que o mais comum são as empresas procurarem a instituição, embora o caminho inverso também aconteça.

Pesquisa e mão de obra qualificada

Para o centro universitário, a troca de experiências proporciona abertura de possibilidades de pesquisa e de campos de trabalho para os alunos, que se tornam mais qualificados. Demanda que as empresas estão de olho, já que buscam, além de bons profissionais técnicos, pessoas que tenham certo grau de especialização.

Roberto Bortolussi, coordenador do curso de Engenharia Mecânica da FEI Roberto Bortolussi, coordenador do curso de Engenharia Mecânica da FEI

 

Atualmente, existem projetos específicos de pesquisa e de laboratórios de desenvolvimento, como as parcerias com a Telefônica Vivo, SMS Tecnologia Eletrônica, GM do Brasil e Embraer. As duas primeiras estão ligadas ao Instituto de Pesquisa (Ipei); e as últimas, ao Departamento de Mecânica da FEI.

“Buscamos, principalmente, melhorar as capacidades técnicas das pessoas e das empresas. No momento, alguns dos destaques são o desenvolvimento de novos processos de fabricação com a Embraer e algumas atividades de simulação com a GM do Brasil”, exemplifica Bortolussi.

Setor automotivo

Há dois anos, a FEI participa do Partners for the Advencement of Collaborative Engineering Education (Pace), programa global da GM que já atendeu mais de mil alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção, com treinamentos e aulas em laboratórios equipados com softwares para desenho técnico e simulação de sistemas mecânicos.

Devido à experiência bem-sucedida com a Universidade de São Paulo (USP), iniciada em 2005, a GM do Brasil decidiu estender a parceria do programa também para a FEI. ”Isso ocorreu em 2012, após os rigorosos critérios de análises realizados pelo Comitê Global do Pace”, lembra o diretor de operações da GM do Brasil, Plínio Cabral Júnior.

Plínio Cabral Júnior, diretor de operações da GM do Brasil Plínio Cabral Júnior, diretor de operações da GM do Brasil

 

A montadora utiliza suas operações globais para apoiar instituições acadêmicas escolhidas estrategicamente em todo o mundo para desenvolver a indústria automotiva como um todo. “Acreditamos que o programa Pace traz benefícios para o aprendizado avançado dos estudantes, por terem contato com ferramentas específicas de engenharia utilizadas pelas empresas. E traz também benefícios para a GM, que pode identificar talentos e formar profissionais qualificados que poderão trabalhar para a companhia no futuro”, avalia Cabral Júnior.

O Pace apoia as universidades, por exemplo, na aquisição de softwares utilizados pela indústria automobilística, com foco na formação de alunos mais preparados para enfrentar os desafios do mercado e uma constante atualização do conteúdo dos cursos.
Com a aplicação de sistemas digitais para a concepção e a manufatura de veículos em atividades de aprendizagem e projetos específicos, a empresa apoia a FEI na formação de profissionais que dominem o conceito de Product Lifecycle Management (PLM), voltado para o gerenciamento de todo o ciclo de vida dos produtos, do design à manutenção.

Inovação em telecom

Outra experiência recente é o trabalho conjunto com a Telefônica Vivo. Em outubro de 2014 foi inaugurado, no campus São Bernardo do Campo, um centro de pesquisas destinado ao desenvolvimento de tecnologias digitais. Denominado Centro de Inovação Telefônica Vivo e FEI, o espaço é equipado com computadores, aparelhos celulares, sensores, componentes de hardware e kits de Internet das Coisas – revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados no dia a dia à rede mundial de computadores –, que foram desenvolvidos pela empresa.

Centro de Inovação Telefônica Vivo e FEI Centro de Inovação Telefônica Vivo e FEI

 

Nesse projeto, a instituição de ensino designa um professor com dedicação integral aos alunos, enquanto a empresa concede duas bolsas de estudo integrais: uma para aluno de mestrado e a outra para o doutorado.

O objetivo é incentivar os estudantes da graduação, da pós-graduação e da iniciação científica a desenvolver projetos sobre Internet das Coisas, usabilidade de aplicativos, plataforma Firefox OS, interfaces adaptativas, além de estudos sobre perfis de usuários.

“O centro de pesquisa representa o posicionamento inovador de nossa empresa, já que desde agora estamos olhando para as tendências de futuro. E nada melhor do que uma parceria com uma universidade de ponta para ‘tangibilizar’ esse desejo”, declara o gerente de Inovação da Telefônica Vivo, Wesley Nogueira Schwab.

Nesse projeto, estão envolvidos alunos dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Automação e Controle e Engenharia Elétrica, que têm ênfase em eletrônica, computadores e telecomunicações.

Estudantes utilizam o Centro de Inovação para desenvolver projetos sobre Internet das Coisas, usabilidade de aplicativos, plataforma Firefox OS e interfaces adaptativas Estudantes utilizam o Centro de Inovação para desenvolver projetos sobre Internet das Coisas, usabilidade de aplicativos, plataforma Firefox OS e interfaces adaptativas

 

A interação da companhia com a universidade enriquece o ecossistema de inovação e é voltada a projetos de longo prazo. “Hoje estudamos, pesquisamos e analisamos as tendências de tecnologia, montando provas de conceito para possíveis produtos ou negócios no futuro”, explica Schwab.

Além de pesquisas aplicadas, o centro de inovação funciona como um espaço para palestras e discussões.

Brasil que inova

A FEI afirma que está aberta a firmar parcerias com todos os tipos de empresas, contanto que haja um projeto de atuação definido. ”Não existe prioridade, procuramos projetos que possam ser desafiadores”, diz Bortolussi.

E a expectativa é que se possam ampliar as parcerias, “para que nossos alunos saiam atualizados com as necessidades do mercado de trabalho e assim ajudar o desenvolvimento tecnológico das indústrias”, conclui.

O reitor da FEI, prof. Dr. Fábio do Prado, vai além. Ressalta que o desenvolvimento de laboratórios de pesquisa em cooperação com empresas qualificadas caracteriza o esforço em oferecer espaços privilegiados para o encontro de pessoas, para a criação de novas ideias e para o alinhamento de interesses entre a universidade e a sociedade.

Os bons frutos desses convênios comprovam que o Brasil que inova é aquele que une experiência de mercado com o apetite por novas teorias dos estudantes. Uma combinação que pode servir para qualquer nicho de mercado.
Guilherme Baroli – Jornalista

O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil
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