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Nossa Parcela de Responsabilidade

A indústria e as novas gerações

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Por Fábio Ferracioli*

O mundo está mudando, a tecnologia está em constante evolução, pesquisadores e cientistas buscam novos materiais mais leves, econômicos, sustentáveis e possíveis de serem produzidos em larga escala para atender as demandas do futuro. Estima-se que em 2050 seremos mais de nove bilhões de habitantes, e já é comum ouvir que existe uma carência de profissionais qualificados em diversas áreas. Então, no meio de tudo isso você se depara com a WorldSkillls Competition, evento que envolve estudantes técnicos do mundo todo, competindo em mais de 50 profissões em diversas categorias, e entende o quanto é importante que eventos dessa magnitude sejam realizados no mundo.

Acabamos de acompanhar a WorldSkills São Paulo 2015, que aconteceu pela primeira vez na América Latina e reuniu cerca de 1.200 competidores de mais de 59 países, durante uma semana. O Brasil ocupou lugar de honra no pódio: 27 medalhas (11 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, além de 19 certificados de excelência) e mostrou ao mundo o potencial de seus jovens.

A Sandvik Coromant há muito tempo identificou a importância de apoiar e incentivar as novas gerações de engenheiros e técnicos no apoio de projetos e na transferência de conhecimento. Essa união do conteúdo teórico e acadêmico com a experiência de campo da indústria é muito rica para ambos os lados.

Somos apoiadores regulares das Olimpíadas do Conhecimento, promovidas pelo SENAI — etapas regional e nacional da competição, que dão acesso a vôos internacionais como a WorldSkills Americas e WorldSkills global, que é a etapa final desses campeonatos. Nessa edição do evento, a Sandvik Coromant foi patrocinadora, apoiando as habilidades de Torneamento CNC, Modelagem de Protótipos e Polimecânica e Automação com ferramentas e suporte técnico. Para nós, patrocinar esse evento é a coroação de anos de parceria e incentivo ao ensino técnico.

Em contato com as nossas filiais ao redor do mundo, totalmente envolvidas e em contato constante com as delegações de seus respectivos países, pudemos perceber o tamanho do investimento e suporte que é dado pela Sandvik Coromant às futuras gerações ao redor do mundo. Cumprimos nosso objetivo de fazer com que a WorldSkills São Paulo 2015 fosse uma oportunidade de unificarmos todos os esforços em prol de um mesmo fim — estreitar distâncias entre a teoria, ensinada nas escolas, e a vivência prática da indústria. Uma vivência que abrange, não apenas transferência de conhecimento técnico, mas também transmissão de valores não menos importantes, como ética, comprometimento, espírito de equipe, entre outros, que fazem parte da formação de um bom profissional.

Nesta edição, o Brasil participou com a maior delegação jamais vista, o que é um ótimo sinal. Somos um país em desenvolvimento. Precisamos, cada vez mais, de profissionais qualificados e habilitados para lidar com as novas tecnologias, os novos materiais e o contexto da Revolução 4.0, que já é uma realidade em muitos países. Trabalhos como o do SENAI e o da indústria são fundamentais para manter o Brasil no palco desse jogo competitivo, em que todos têm a ganhar.

*Fábio Ferracioli é Events Manager da Sandvik Coromant, região das Américas

Negócios da Indústria

Além do Facebook

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Conectar-se em rede dentro das empresas virou uma ferramenta para informar, compartilhar e até fazer negócios
Por Julio Augusto Vidotti*

É difícil lembrar-se de tecnologias que tenham surgido no passado e tido adesão tão rápida quanto as redes sociais conseguiram nestes últimos anos. As experiências das redes sociais na área de marketing têm sido muito bem exploradas pelas grandes companhias, e também chegam às empresas de médio ou pequeno porte, com o objetivo de alcançar os novos consumidores que fazem parte desse universo. Tais experimentos, bem ou mal sucedidos na geração de resultados para as empresas, convidam à reflexão dos gestores na questão de utilizar esses mecanismos internamente para melhorar a comunicação entre os funcionários.

As primeiras experiências das redes sociais corporativas alcançaram bons resultados, permitindo colaboração de conteúdos e trocas de informações. Mas, infelizmente, ficaram restritas a pequenos círculos de participantes — grupos de pessoas com a mesma afinidade, ou que atuavam em um projeto específico, ou até em uma determinada área. Barreiras foram encontradas na tentativa de manter a rede social corporativa ativa, seja por questões de conflitos de visão entre os gestores, seja porque desrespeitariam os princípios básicos da cultura empresarial, única e exclusiva a cada empresa.

Em paralelo a esse cenário, observamos que as empresas cada vez mais estão abertas e atentas às novas tecnologias. Muitos estão realizando estudos, mas acabam encontrando as tais barreiras na tentativa de utilizar algo que foi desenvolvido para pessoas físicas e seus relacionamentos, e não se aplica na realidade às pessoas jurídicas.

Segundo alguns dados que levantei durante a participação de um programa de educação executiva na Harvard Business School, inúmeros ensaios e iniciativas foram testados nos últimos tempos com o objetivo de trazer a rede social para dentro das empresas, todos sem sucesso. Outros dados de pesquisas mostram que a grande maioria dos CEOs globais não faz uso dessas ferramentas na vida pessoal, e logicamente não teriam condições de abrir tal uso para dentro da empresa, muitas vezes por falta de conhecimento.

Do outro lado, a nova geração de jovens que está chegando ao mercado de trabalho traz um comportamento completamente diferente da geração anterior. Esses futuros profissionais não criaram o hábito do uso do e-mail no seu dia a dia, não deixam recados em caixas-postais, bem como exigem respostas rápidas em suas comunicações pelo costume de uso das redes sociais de forma intensa em suas vidas. Como será a convivência desses jovens quando chegarem às empresas?

E se olharmos para dentro das empresas? Do que elas realmente necessitam? Um novo processo de comunicação interna? Mas e as informações? Continuarão armazenadas da mesma forma? Deveríamos desenvolver uma rede de informações internas nas empresas de forma que os funcionários busquem quaisquer informações de forma rápida e simples, assim como fazemos na vida pessoal ao acessarmos os sistemas de buscas disponíveis no mercado externo.

Rede de informações

Na maioria dos ambientes de trabalho, as informações sobre clientes e produtos estão bem definidas. E as informações que não têm relação direta com clientes e produtos? Por exemplo, informações sobre processos, funções, campanhas, modelos de negócios e tantas outras que continuam dispersas nas organizações? Elas estão na cabeça das pessoas, ou em arquivos individuais, ou tão bem guardadas nos servidores que poucos têm acesso. Se criássemos um repositório único, ficaria fácil disponibilizar acessos a quem de direito. Isso se chama criar uma “rede de informações”.

E as pessoas? Estão corretamente administradas? Os colaboradores têm seu papel bem definido e publicado a todos? Sabem se relacionar dentro da organização? E o vínculo com os processos, quem faz o que, quem é responsável pelo que? Que tal criarmos uma Rede de Pessoas?

E, por fim, os negócios? No que tange os negócios com os consumidores, muito tem sido feito nas últimas décadas. Mas, como fica o relacionamento entre empresas — seus fornecedores, distribuidores, representantes, corretores, franqueados, todo tipo de empresa que tenha negócios com outras empresas, o chamado B2B? Ele está devidamente equacionado quanto às informações que possam ser compartilhadas? Se o seu relacionamento entre empresas hoje é simplesmente feito por e-mails, convido você a rever este conceito, e desenvolver uma real Rede de Negócios entre Empresas. Portanto, a gestão de pessoas, de informações e de negócios entre as empresas, combinados entre si, geram esta nova onda que chamamos de Rede Empresarial. A diferença da Rede Empresarial reside justamente na possibilidade de definição prévia das informações disponíveis para cada usuário pelo agente de transição, quando este avaliar adequado. Cada vez mais, na era da informação, saber reconhecer os ambientes e maneiras de comunicação torna-se essencial para o sucesso das organizações.

*Julio Augusto Vidotti é CEO da NewAgent, empresa desenvolvedora de plataforma de Comunicação Empresarial, Alumni AMP da Harvard Business School e membro do HBS Alumni Angels Club Brazil.

Conhecendo um Pouco Mais

Arquitetura com responsabilidade

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A sede da Ambiental MS reúne as melhores práticas de reúso de água e economia de energia

A crise hídrica e a busca de eficiência energética mobilizam as empresas a investirem em fábricas sustentáveis
Por Inês Pereira

Diversas boas práticas que vem sendo empregadas na construção civil já são amplamente difundidas. Sistemas de captação da água da chuva ou os painéis de energia fotovoltaica são exemplos presentes em muitas de nossas indústrias. O que torna este momento marcante é o crescente número de plantas erguidas sobre o alicerce da estratégia. Não apenas um ou outro recurso, mas um conjunto que une forças de modo a economizar água e atingir a almejada eficiência energética, ou seja, conforto térmico, visual e acústico com baixo consumo de energia, reduzindo impacto ambiental.

Finalista da última edição do Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, a nova sede da Ambiental MS, empresa do segmento de tratamento de água, esgoto e reúso, e projetos ambientais do Grupo Metalsinter, está equipada com algumas das mais modernas e conceituadas tecnologias sustentáveis. Localizada no bairro de Tamboré, em Santana do Parnaíba (SP), ocupa 2.000 mÇ de terreno e 3.500 mÇ de área construída. A planta tem o projeto assinado pela construtora Supporte Engenharia, membro do Green Building Council Brasil — certificadora do selo internacional LEED de sustentabilidade. Para evitar o impacto negativo ao ambiente desde o início da obra, a construção do muro de arrimo foi executada com o sistema de “solo grampeado”, que é rápido e de pouca interferência. Optou-se pela utilização do sistema de pré-moldado pela praticidade na montagem, sem a utilização de madeiras para as escoras e formas, com baixo custo de manutenção e 15% de economia.

No quesito tratamento de chuva, a empresa instalou no prédio um sistema de “potabilização” de águas pluviais. O esgoto, que é um problema grave na maioria das empresas, principalmente no local onde fica a planta, que ainda não possui sistema de coleta e tratamento de esgotos, será todo tratado para reúso em fins não potáveis como manutenção dos jardins, descargas sanitárias e lavagens de pátio. “O polimento do esgoto, que o torna em condições de reúso, é efetuado por meio de um de nossos equipamentos, MS ECO 800, ganhador do 1º Lugar no 7º Prêmio “Conservação e Reúso de Água”, promovido pela Fiesp”, conta Sérgio Cintra, presidente do Grupo Metalsinter. O abastecimento de água potável da empresa é feito através de um poço artesiano, outorgado.

Eficiência energética

Todos os banheiros possuem água quente nas torneiras graças ao aquecimento solar. “Como a região em que se encontra a sede registra temperaturas com diferença de até 3 graus com relação ao centro de São Paulo, houve a necessidade de aquecer a água dos banheiros, inclusive os fabris”, explica.

Para garantir eficiência energética em iluminação, a Supporte Engenharia optou pela fachada totalmente em vidros reflexivos, que controlam a incidência de luz, calor e proporcionam conforto térmico e visual e iluminação natural ao longo de todos os ambientes. Conta ainda, com um teto de vidro retrátil, estrategicamente instalado em lugar central que fornece luz e ventilação natural às áreas internas, auxiliando na climatização do ambiente e diminuindo a utilização do ar condicionado.

Elevador não usa óleo e tem baixo consumo elétrico. Piso branco reflexivo valoriza a iluminação Elevador não usa óleo e tem baixo consumo elétrico. Piso branco reflexivo valoriza a iluminação

Na infraestrutura, todas as lâmpadas utilizadas na empresa são LED, que proporcionam até 70% de economia em relação às tradicionais. Soma-se o sistema “Solatube”, que permite captar a iluminação natural de forma eficiente do ambiente externo, transferindo a luz solar para a área interna através de um sistema de prismas e espelhos, em seu interior, sem gasto de energia. Como alternativa energética, um gerador que, embora não sustentável, terá uma redução de cerca de 80% das emissões de gases tóxicos. “Ele opera em conjunto com um filtro de recirculação de diesel, que demonstra sua eficiência com a economia de combustível”.

Teto retrátil fornece luz e ventilação às áreas internas Teto retrátil fornece luz e ventilação às áreas internas

Os escritórios são de piso frio branco, que favorece ainda mais a economia de energia por ser reflexivo. Além disso, o Porcelanato é de fácil limpeza e manutenção. Na área fabril o piso é de Epoxi Autonivelante, que apresenta grande resistência a fortes impactos, é de fácil manutenção e por ser impermeável, evita a contaminação do solo por produtos químicos ou abrasivos. Um sistema de circulação de ar garante ventilação em toda a área, através de aberturas estrategicamente instaladas nos painéis deslocados na parte inferior e no painel superior. No estacionamento externo, o piso Intertravado, com bloquetes, mantém a permeabilidade do solo. O elevador leva os visitantes e funcionários com conforto e sustentabilidade, já que não usa uma única gota de óleo em sua lubrificação e é de alta eficiência, pois seu consumo de energia elétrica é mínimo — em torno de 30% a menos que os elevadores convencionais. Ainda conta com ar condicionado ecológico, com regulagem individual de fluxo de ar, eficiência energética que gera 30% de economia e alta performance, com isenção de gases tóxicos e poluentes. Apesar de mais cara que um projeto tradicional, a planta sustentável garante economia para o negócio. Sem falar que contribuir para a saúde do meio ambiente é um valor com alta cotação no mercado e na sociedade. Uma conta que se paga.

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Produtividade III

Na medida dos novos tempos

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A Mitutoyo oferece garantia vitalícia para a nova linha de paquímetros

Paquímetros supertecnológicos somamse ao arsenal de ferramentas que a indústria busca para aumentar a produtividade com qualidade
Por Inês Pereira

Com as necessidades cada vez mais complexas da indústria à beira da Revolução 4.0, que profissional não sonha com um paquímetro digital que seja absolutamente preciso nos cálculos, rápido, imune a umidade, respingos de óleo ou água? E se esse paquímetro ainda for utilizado no gerenciamento de dados de medição com sistemas de transmissão direta? Alinhada com as urgências tecnológicas da indústria, a Mitutoyo no Japão desenvolveu um equipamento com inteligência e resistência. No Brasil, a linha de paquímetros CD-AX/APX chegou no começo de 2015. Graças à adoção da tecnologia de Encoder de Indução Eletromagnética AOS (AdvancedOnsite Encoder), a leitura do paquímetro hoje está isenta de erros, mesmo com a presença de sujeiras na superfície da escala. “Nos modelos tradicionais que não incorporam essa tecnologia, os erros de leitura são frequentes e obrigam os usuários a executar na escala um processo de limpeza, com a consequente perda de tempo, especialmente no chão de fábrica”, explica Ricardo González, gerente de marketing e treinamento da Mitutoyo. Ainda que as impurezas ou a umidade entrem, o sistema desprezará a presença. “Na apresentação, fazemos questão de frisar a garantia vitalícia do produto. Ou seja, garantimos seu permanente funcionamento.”

O CD-AX/APX incorpora também a tecnologia Absolute, que consiste na utilização de um transdutor capacitivo linear. Um dos principais benefícios é a fixação do zero absoluto do instrumento de forma permanente. Toda vez que o instrumento for religado, seu ponto zero será recuperado, evitando as habituais perdas de tempo no inicio de cada medição. As medições comparativas podem ser realizadas sem prejuízo do zero absoluto, pois se retorna a ele pelo simples pressionar de um botão.

Uma característica muito apreciada nos instrumentos digitais nos dias atuais é a duração de sua bateria. Nessa nova linha de paquímetros, a duração da bateria é de 3 anos e meio, considerando 14 horas de uso normal por dia. “Na prática, a duração pode ser de, no mínimo, o dobro de anos. Dificilmente o uso do instrumento ultrapassaria oito horas, o que seria também incomum. Bateria não é uma preocupação nesse caso”, conta González.

Novo processo de acabamento superficial nas guias garante uma movimentação suave, estável e confortável, e garante assim maior durabilidade. Os modelos tradicionais apresentam os sulcos da rugosidade em posição transversal ao movimento do cursor e acabamento de Ra=0,126μm. Já os paquímetros da nova linha AOS Absolute apresentam acabamento de Ra=0,071μm e os sulcos orientados no sentido longitudinal. “Com isso, o desgaste é mínimo”, acrescenta.

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Além de oferecer uma resolução selecionável de 0,01mm/.0005” com repetitividade de 0,01mm, essa nova linha dispõe, também, das funções de medição incremental (INC), alarme de bateria com carga baixa, congelamento (HOLD) da última medida (com acessório opcional). Alguns modelos trazem saída de dados para processamento estatístico. Uma gama de acessórios opcionais, para modelos com saída de dados, torna possível a utilização do paquímetro no gerenciamento de dados de medição com sistemas de transmissão direta (com cabos USB ou interfaces) e sem fio mediante interface U-Wave (com unidades transmissora e receptora) por rádio frequência.

A nova linha de paquímetros esteve presente na WorldSkills Competition 2015. Um posto foi montado no estande da Mitutoyo para que os alunos pudessem comparar as medições feitas com paquímetro analógico e paquímetro digital eletrônico. “Eles realizaram ambas as medições de comprimentos com tempos cronometrados por computador e comprovaram que o tempo de medição do novo paquímetro é muito menor, além de oferecer uma leitura fácil, segura e com a possibilidade de transmitir os dados em tempo real para processamento estatístico”. González indica a utilização dos paquímetros também nas escolas, não só por sua precisão e qualidade, mas também pela resistência. Segundo ele, os professores do SENAI já experimentaram e aprovaram o produto. “De maneira geral, o mercado aceitou muito bem”.

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Medição no mundo

A Mitutoyo é uma multinacional de origem japonesa, fundada em 1934. Seu portfólio é voltado para o desenvolvimento de tecnologias e instrumentos de medição, além de soluções especiais de engenharia. Atualmente existem 12 fábricas no mundo, sendo uma delas no Brasil desde 1973. Também conta com representantes e escritórios comerciais em mais de 80 países ao redor do mundo, além de Centros de Pesquisa na Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Brasil e no próprio Japão.

Educação e Tecnologia

Trainees ou estagiários?

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Como entender qual faz mais sentido para minha empresa

Investir no jovem em formação representa plantar uma semente no solo da empresa, falar sobre o futuro. A escolha do perfil ideal é o ponto de partida para abordar o tema “Jovens e o mercado de trabalho” — aqui, em artigo assinado por uma especialista em recursos humanos. Na próxima edição, as especificidades deste universo e tudo o que o mercado oferece às empresas que pretendem cultivar novos talentos.
Por Sandra Cabral*

Dúvidas sobre a contratação de jovens profissionais por meio de programas de trainee ou estágio são comuns. Mas será mesmo que essa é a solução que mais atende às necessidades de sua empresa? É bem possível que você esteja pensando em oficializar a porta de entrada de jovens em sua empresa; afinal de contas, esse público pulsa inovação e movimento.

Ao falarmos desse assunto, vale trazer aqui um ponto que parece óbvio, mas é importante sempre ressaltar: cada empresa é única, assim como seus profissionais. Um estagiário pode ser ótimo para uma organização, mas em outra, talvez não. O que encanta um jovem em uma empresa pode ser justamente o que faz com que ele saia de outra. E essa lógica também vale no momento de decidir se é melhor contratar um estagiário ou trainee e definir o que se espera deles. Não pretendo apontar aqui todas as diferenças entre as duas opções de contratação de jovens. Mas gostaria de esclarecer as principais e provocar algumas reflexões sobre o assunto.

A primeira grande questão é olhar para sua empresa e desenhar como deverá ser a estrutura de colaboradores daqui a cinco anos para dar sustentabilidade a sua visão do negócio. É fundamental ter ciência de quais são os gaps que precisam ser trabalhados e, só então, traçar uma estratégia sobre que tipo de profissional precisa e como fazer esse investimento.

Outro aspecto que deve ser analisado com cuidado é o desenvolvimento de pessoas em sua empresa: como os colaboradores crescem e se desenvolvem; quais processos de gestão de pessoas são praticados, e se os talentos da empresa estão sendo bem aproveitados. Um fator de sucesso do programa dentro da empresa, se não for o principal, é saber se os gestores estão preparados para desenvolver e liderar jovens em início de carreira e, portanto, sem muito conhecimento prático. Para que sua estratégia seja bem-sucedida, a palavra desenvolvimento precisa estar incorporada nos valores e na cultura da organização.

Tendo clareza desses pontos, trago mais alguns questionamentos práticos. Se a parte da empresa em que você precisa de mais “braços” é a base, e ela pode esperar alguns anos para que esses jovens assumam papéis estratégicos, talvez a melhor alternativa seja começar com um programa de estágio. Essa opção, além de envolver menor custo de implantação, permite que você consiga desenvolver jovens e promover resultados em longo prazo.

Agora, se sua empresa tem menos tempo para esperar o desenvolvimento de futuros gestores/ especialistas ou está em busca de uma solução para preencher uma lacuna no “meio da pirâmide” de colaboradores, é possível que a contratação de trainees atenda melhor à sua demanda – visto que, muitas vezes, já fizeram estágios ou têm alguma outra vivência profissional. Vale lembrar que um programa estruturado terá como objetivo a aceleração de carreira e resultado. Então, existe aqui uma correlação de custo e benefício que deverá ser levada em conta na hora da tomada de decisão. Nessa alternativa, o programa de desenvolvimento requer mais dedicação e adesão dos gestores desses jovens. Independentemente de sua decisão, saiba que o mais recomendado é começar aos poucos. Nada impede que, mesmo tendo todas as respostas às perguntas anteriores, você contrate um único estagiário ou trainee. Outra vantagem de iniciar as contratações aos poucos é poder esperar um tempo até que a causa seja abraçada por todas as áreas, e não só por recursos humanos – o que é fundamental para o sucesso.

Por último, além de se preocupar com a entrada de jovens, é importante que sua empresa apresente com transparência as oportunidades de permanência na organização. O ideal é se preparar para responder, por exemplo, sobre quais são as possibilidades de trajetória de carreira que existem e, dentro de cada uma, o que cabe ao jovem e o que cabe à empresa. Dessa forma, essa geração se sente “fazendo parte” do crescimento da corporação e aporta mais valor ao seu trabalho.

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*Sandra Cabral é diretora da Unidade de
Negócios Desenvolvimento & Carreira do
Grupo DMRH.

O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil
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