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“Indústria do futuro” busca competitividade para o mercado brasileiro

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Evento estimulou o investimento em automação e propôs novas soluções para alavancar a produtividade e a competitividade no país.

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Revista O Mundo da Usinagem nº 99

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O aumento do imposto de importação ajuda a indústria nacional?

Devido a recente elevação de 14% para 20% no imposto de importação de seis itens feita pela Camex, a Abimei discute a necessidade da inovação tecnológica como aliada do sucesso comercial das empresas. Diante desse cenário, a Abimei estende a discussão à sociedade e profissionais do setor para saber as diferentes opiniões sobre o uso que o Governo faz dos aumentos das taxas de importação para proteger a indústria nacional.

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Para enfrentar crise econômica, Ciesp Leste cria Grupo de Apoio à Indústria

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Distrital Leste promove encontros de negócios periódicos entre empresários da zona Leste. O Grupo de Relacionamento e Apoio Empresarial à Indústria (GRAI) visa gerar oportunidades entre os participantes, como forma de ajudá-los a enfrentar a crise econômica de 2014. Os encontros acontecem a cada quinze dias na sede da entidade.

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Fiesp promove “1º Bate Papo Preparatório do Hackathon”, com Google, Ogilvyone e F/Nazca Saatchi & Saatchi

Palestrantes darão dicas e orientações para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras, apresentando cases de sucesso e preparando os futuros participantes da 3ª edição, que acontecerá nos dias 20 e 21 de setembro. O Hackathon é um desafio que propõe a criação, durante dois dias, de um aplicativo para dispositivos móveis, com código aberto.

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PTI lança linha de acoplamentos

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Produtos são destinados a aplicações nos setores de papel e celulose, açúcar e álcool, têxtil, alimentício, indústrias químicas, entre outros, e possuem características técnicas que proporcionam benefícios como segurança, praticidade e redução de custos

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Inovação II

A inovação e o óbvio

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Um dos principais fatores de sucesso frente à acirrada competição do mercado é sem dúvida nenhuma a capacidade das empresas de se diferenciarem de seus concorrentes.

Com a disseminação da tecnologia, a velocidade da transferência de informações e as fronteiras sendo extintas através dos processos de globalização, as empresas estão desenvolvendo produtos com maior velocidade e com características cada vez mais ampliadas ante as expectativas do consumidor. Essa concepção de produto e/ou serviço com características inéditas estimula o consumo, mesmo havendo outras objeções, como o preço por exemplo.

Esse, aliás, é o principal objetivo da inovação, palavra demasiadamente utilizada nos dias atuais e fator imprescindível para a continuidade e sucesso de uma empresa, não importando seu ramo de atividade.

A palavra Inovação tem sua origem no latim, no termo innovatio e se refere a algo novo, inusitado. A inovação pode significar um novo produto, uma nova ideia, ou uma forma diferente de se fazer algo. Como um processo subsequente à criatividade, a inovação tem sido o pilar do desenvolvimento do homem e da sociedade, estando presente na sua vida desde os seus primórdios. Atualmente valoriza-se não apenas o processo de inovar, mas, sobretudo a velocidade em fazer algo inovador.

A busca pela inovação tem se tornado tão presente dentro das empresas, que muitas delas têm criado áreas específicas para tratar desse tema, bem como programas de treinamento e desenvolvimento pessoal focando essa área. Mas existe algum fator negativo nesse processo? Há um limite para a ânsia pela inovação dentro de uma organização?

A resposta é não. Não deve haver limites para a busca da inovação e as organizações devem criar a cultura da inovação e disseminá-la em todos os níveis, pois sua sustentabilidade vai depender não apenas disso mas sobretudo da velocidade com que elas implantam um processo inovador.

O valor da inovação em si é inquestionável, mas devemos atentar para o que uma organização pode deixar de lado quando busca de maneira obsessiva inovar.

Via de regra, as rotinas de uma organização são criadas na medida em que o mercado demanda processos, que por sua vez necesitam de rotinas. Portanto, as rotinas fazem parte do escopo de negócio da organização e estão relacionadas com aspectos específicos de cada mercado, incluindo a cultura local.

Para uma empresa, vários são os indicadores que podem influenciar o seu desempenho e sua imagem no mercado. Como exemplo podemos citar aumento nas vendas, portfólio de produtos, novos modelos de negócio, maior eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental, e a forma como o cliente, os acionistas e a sociedade veem a empresa está relacionada ao valor gerado por ela. Esse cenário estimula a inovação como um dos processos principais para geração e ampliação de valor, contudo ela não pode alterar de forma não programada a continuidade da operação da empresa, devendo ter sim um caráter de geração de valor, mas respeitando os aspectos óbvios da operação do negócio, os quais garantem o fluxo de recursos.

Quando analisamos o mercado de uma forma geral e seus aspectos competitivos, notamos que muitas empresas dão um salto significativo em seus negócios ao desenvolverem um novo produto ou um novo processo que as colocam em evidência no mercado. Contudo, existe por outro lado um grande número de empresas que, mesmo sendo inovadoras e desenvolvendo novos produtos, novos processos e novos modelos de negócios, não conseguem atingir os resultados esperados por seus gestores, ficando à margem do mercado. O que há de errado com essas empresas que não atingem os resultados?

Certamente elas não estão errando por estarem inovando. Provavelmente elas estão errando por negligenciarem coisas óbvias ao buscarem a inovação. Sim, se a pressão por inovar for muito grande, a organização tende a suprimir o foco nos processos básicos do negócio, afetando a percepção da empresa no mercado. Para que isso não ocorra devemos planejar os processos de inovação, para que eles aconteçam em harmonia com os processos correntes da organização.

É preciso que a organização tenha sempre em mente quais foram os seus fatores de sucesso e o que fez com que a empresa chegasse aonde chegou. Ao pensar em mudanças, esses fatores devem ser respeitados dentro de uma linha de tempo que permita a continuidade dos negócios, considerando-se a cultura e a forma de fazer negócio de cada mercado.

Em alguns modelos de negócio no segmento industrial (B2B), verificamos que muitas empresas perdem eficiência no negócio, não porque não desenvolvem novos produtos ou novos procedimentos, mas sim porque deixam de fazer coisas óbvias que são esperadas pelo cliente. Por exemplo, em um mercado que possui uma cultura de alto contexto, o relacionamento é muito importante para o negócio, e negligenciá-lo certamente trará prejuízos.

Não considerar a cultura local é comum em algumas empresas multinacionais, que agem baseando-se diretamente nas decisões tomadas em suas matrizes localizadas em países com um contexto cultural diferente. Ao fazerem isso, essas empresas acabam se frustrando por não terem os mesmos resultados e dificilmente reconhecem que deveriam ter
definido programas e cronogramas diferentes para os diferentes mercados.

Nos dias de hoje, com temas como a diversidade sendo amplamente discutidos na sociedade, parece óbvio falarmos de diferenças culturais, mas é exatamente assim que desconsideramos o óbvio, ou seja, quando ele se torna extremamente evidente.
Algumas pessoas podem então se questionar: como podemos nos diferenciar fazendo aquilo que é óbvio?

Algumas coisas óbvias são imprescindíveis e insubstituíveis, e não fazê-las é um erro capital. A diferenciação nesses casos não está em fazer coisas diferentes, mas sim em fazer as coisas de forma diferente, com atitude diferente, inovando o nosso jeito de ser e com paixão.

Enfim, a inovação é fundamental para a sustentabilidade de uma empresa e a renovação das estruturas e dos modelos de negócios é um fator que alavanca o processo criativo e a inovação, mas não podemos desprezar o conhecimento tácito presente nos processos correntes da organização nem o valor das pessoas que os criaram.

Vamos inovar, mas sem esquecer daquilo que é óbvio, quando buscamos o óbvio: a necessidade de inovar.

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Fernando Oliveira
Gerente nacional de vendas da Sandvik Coromant do Brasil

O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação da Sandvik Coromant do Brasil
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