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Brasil conectado à IoT

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MCTIC firma parcerias com iniciativa privada e busca o passaporte definitivo para o futuro

Por Inês Pereira, com material-suporte de MCTIC e Ericsson

Um acordo importante entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Ericsson, empresa líder global em tecnologia e serviços de comunicação, vai criar um ecossistema formado por startups, centros de pesquisas, empresas, operadoras e universidades para pensar o tema Segurança pública — de cidadãos, empresas e instituições. Este acordo foi o primeiro passo para a formação do Polo de Inovação em Internet das Coisas (IoT), em São José dos Campos, no estado de São Paulo.

“Vamos convocar desenvolvedores para criar aplicativos para a área, chamar as universidades para participar desse desenvolvimento e convidar os gestores públicos para conhecer as ferramentas”, afirma o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão. O acordo também contará com o apoio da prefeitura do município por meio do Parque Tecnológico, parceiro da Ericsson para o desenvolvimento de softwares para cidades inteligentes.

“Acreditamos que trazer a Internet das Coisas para São José dos Campos, por meio da criação do Polo de Inovação, é dar continuidade a esta parceria, promovendo benefícios e a inovação aberta, não só para o município, mas em todos os setores da indústria, do estado e da sociedade. E segurança pública é uma das áreas em que queremos fomentar com projetos, já alinhados à tecnologia 5G”, afirma Sergio Quiroga, presidente da Ericsson na América Latina e Caribe.

Uma vez que o acordo com o MCTIC foi firmado e o projeto está nascendo, a Ericsson busca parcerias com outras empresas e instituições que queiram investir no desenvolvimento científico e tecnológico do país para tornar o Polo de Inovação em Internet das Coisas uma realidade.

 

Cidade inteligente

São José dos Campos vai deixando de ser conhecida apenas como a cidade sede da Embraer, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), entre diversos centros de pesquisa e ensino, além de importantes empresas. Como cidade inteligente, saiu na frente dos grandes centros urbanos brasileiros e, cinco anos atrás, foi a primeira cidade do país a adotar um sistema de controle e monitoramento desenvolvido pela Ericsson apoiado por aproximadamente 500 câmeras, smart software de última geração e 205 quilômetros de cabos de fibra ótica.

Atualmente, novos serviços estão sendo realizados na cidade, como sensores de detecção de tiro e também sensores climáticos que medem a temperatura, a umidade e os níveis de CO2, além da introdução de uma rede Wi-Fi pública e de um sistema de iluminação pública inteligente.

 

Pauta brasileira

A conexão definitiva do Brasil ao universo da Internet das Coisas, ou Smart Era, como já está ficando conhecido o atual momento, impulsionou a criação, em 2014, da Câmara de IoT — um fórum multissetorial com representantes do governo, da iniciativa privada, da academia e dos centros de pesquisa para discutir o desenvolvimento do mercado de internet das Coisas do Brasil.

Agora, o MCTIC quer obter o diagnóstico do setor e a construção das políticas públicas. Para isso, solicitou um amplo estudo estruturado em três fases: levantamento do mercado de Internet das Coisas no mundo; definição dos setores prioritários da economia brasileira para receber os investimentos necessários para o desenvolvimento de IoT; e a formulação de ações voltadas para
acelerar a implantação do mercado de IoT no país. Os resultados, aguardados para setembro, serão discutidos pela Câmara e vão compor o Plano Nacional de IoT para desenvolver tecnologias de Internet das Coisas até 2022.

Na Mobile World Congress 2017, uma das maiores feiras de tecnologia da Europa, realizada em Barcelona, o ministro do MC- TIC, Gilberto Kassab, anunciou a aproximação entre o Brasil e o continente europeu visando fomentar pesquisas e financiamentos em IoT para convergência e trabalho em conjunto, e capacitação. Esse namoro se dará por meio de um acordo entre a Câ- mara de IoT e a Aliança para a Inovação da Internet das Coisas (AIOTI), uma associação independente da indústria vinculada à União Europeia, composta por 170 membros e organizada em grupos de trabalho que abordam aplicações diretas e indiretas da internet das coisas.

Kassab também divulgou a primeira das cinco consultas públicas que serão realizadas em âmbito internacional para o Plano Nacional de Internet das Coisas. A ideia é contar com a expertise de especialistas, pesquisadores, empresas e desenvolvedores para contribuir com o plano, que o governo brasileiro prepara para lançar em setembro, após a conclusão do estudo.

O foco principal do Lab de IoT, em São José dos Campos, será mobilidade e segurança O foco principal do Lab de IoT, em São José dos Campos, será mobilidade e segurança

 

Ericsson no futuro

Além do polo de Segurança Pública, a Ericsson também lidera outras três iniciativas voltadas para IoT e 5G: dez projetos de pesquisa com universidades; colaboração para acesso à internet e mobilidade em áreas remotas, desenvolvimento de modelos de re- ferência e protótipo para 5G.

No ano passado, também em cooperação com o Governo Federal, a Ericsson criou o Laboratório da Sociedade Conectada no Brasil, que promove testes de novas tecnologias de Internet das Coisas (IoT) em projetos com impacto positivo para a sociedade, incluindo ações voltadas para água inteligente, agricultura, proteção de floresta até prevenção contra desastres e monitoramento. Prestes a completar um ano, o projeto é parte do Centro de Inovação da Ericsson, que busca desenvolver parcerias com universidades, clientes, fornecedores e agências de desenvolvimento, parceiros públicos e privados envolvidos no desenvolvimento de soluções IoT no Brasil e na América Latina. Iniciativas que estão dentro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDG) das Nações Unidas.

Com mais de 115 mil profissionais e clientes em 180 países, a Ericsson combina tecnologias em escala global e liderança em serviços. Dá suporte a redes que conectam mais
de 2,5 bilhões de assinantes. De todo o tráfego mundial de
dados, 40% deles passa pelas redes da Ericsson. Está presente em mais de 50 países da América do Sul, América Central,
México e Caribe, com instalações completas, como unidade
de Produção e Centro de Inovação com atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de Centro de Treinamento.

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April 24th, 2017
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